Driving Detroit

Filed under:Architecture, English, Heritage, Urbanism, Wastelands — posted by Merten Nefs on June 16, 2008 @ 10:51 am

Detroit is famous for its automobile industries but also for its central wastelands. First the center, and then the first rings around the center have been abandoned by the population who moved to the suburbs. This means the city is hollowing out from the inside.
The project Driving Detroit explores 2.100 streets, 2.700 miles of the city, from downtown to 8 Mile. The drive is presented in photos and videos and clever mapping of recent buildings and abandoned ones.

http://media.freep.com/drivingdetroit/mcgrawsmap.html

Image Driving Detroit

Aliança pelo Centro

Filed under:Heritage, Português, Urbanism — posted by Merten Nefs on June 11, 2008 @ 12:17 pm

Imagem Merten Nefs / Google Earth
A disputa pelo centro histórico de São Paulo está aquecendo. O espaço público central, conhecido pelo movimento intenso de pessoas durante o dia, funciona por um lado como espaço de comércio informal (camelôs) e fonte de materiais recicláveis (catadores); por outro lado como espaço de turismo, espetáculo e cultura, além de espaço para atrair investimentos.
Existe um forte desequilíbrio entre essas funções. As primeiras dominam hoje na região, e as segundas estão sendo promovidas pela elite por meio de vários programas de revitalização urbana, por exemplo na região da Luz e no Parque Dom Pedro II. O mais novo é a Aliança pelo Centro Histórico, uma aliança da prefeitura, o estado de São Paulo, associação Viva o Centro e a iniciativa privada (por exemplo a Bovespa). Objetivo do projeto é “limpar” o triângulo histórico da cidade, entre a Praça da Sé e os Largos de São Bento e São Fransisco, incluindo assim o Pátio do Colégio e a Praça do Patriarca.
A ação, que depois se espalhará pelo centro todo (Sé e República) prevê vigilância, limpeza de ruas, retirada dos camelôs, iluminação pública e encaminhamento de mendigos para assistência social e albuergues na região.
Movimentos sociais, cooperativas de reciclagem e camelôs temem a expulsão de trabalhadores informais, moradores de rua e catadores da área e estudam contra-ações e medidas legais para contestar o projeto.

Foto Merten Nefs

Leia mais:

Viva o Centro
www.vivaocentro.org.br/noticias/…

Forum Centro Vivo
http://centrovivo.org/…

Folha de São Paulo
www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/…

Valor Econômico
www.vivaocentro.org.br/noticias/clipping/2008/090608_valoreconomico.pdf

Parole

Filed under:Architecture, English, Urbanism — posted by Merten Nefs on June 6, 2008 @ 7:37 pm

Website with user-created content, alphabetically arranged, on about any subject one can imagine in the field of architecture and urbanism. The interface leads you to projects, theories and subjects you never thought of before.

http://parole.aporee.org/work/…

parole

O vazio nas Cidades Utópicas

Filed under:Architecture, Português, Uncategorized, Urbanism, Wastelands — posted by Merten Nefs on June 5, 2008 @ 7:29 pm

O vazio urbano não ocorre apenas nas cidades existentes, crescidas ao longo do tempo, mas também nas cidades utópicas modernistas. Por que?

Apesar das funções diferentes do vazio em cada um dos planos, no geral parece ter a vantagem de flexibilidade futura e controle social e ambiental do espaço urbano.

Ville Radieuse - Le Corbusier
Ville Radieuse - Le Corbusier 1933

Na Ville Radieuse, do Corbusier, avenidas amplas e limpas entre os megablocos urbanos deveriam resolver o trânsito, cáos e sujeira do velho centro de Paris. No caso da Broadacre City, de Frank Lloyd Wright, o vazio na malha urbana é um sistema de áreas verdes de natureza selvagem preservada, incorporado na cidade durante a expansão para garantir o bem estar do cidadão. Broadacre City - Wright, imagem Museum of Modern Art NY
Broadacre City - Frank Lloyd Wright 1935

Brasília, foto Merten Nefs
Plano Piloto de Brasília - Lúcio Costa 1955

Em Brasília, utopia construída a partir do projeto de Lúcio Costa, o vazio é uma continuação do deserto dentro da cidade, prevendo a expansão de edificações do governo e de serviços em alguns lugares. As grandes distâncias e o sistema rodoviária do Plano Piloto fazem do espaço urbano literalmente um deserto sem vida fora das superquadras e sem possibilidades de juntar imponentes aglomerações de pessoas, já que na escala do eixo monumental tudo fica pequeno. No caso, isso garante o sossego e a segurança do governo.
No plano para a cidade Pampus, expansão de Amsterdam projetada por Van den Broek en Bakema, os aterros amplos e águas navegáveis entre as megaquadras providenciariam espaços de lazer e vistas até o horizonte para os moradores.

Pampusstad - Van den Broek en Bakema
Pampusstad - Van den Broek en Bakema 1964

Pampusstad - Van den Broek en Bakema
Pampusstad - Van den Broek en Bakema 1964

Nas cidades utópicas contemporâneas esses vazios amplos no tecido urbano estão desaparecendo. A Masdar City (Emirados Árabes) é uma cidade murada sem carros e com ruas estreitas. Esta cidade, projetada por Norman Foster, depende do vazio em volta dela para instalar campos de placas fotovoltáicos. Dongtan, expansão sustentável de Shanghai, projetada e gerenciada por ARUP, também possui um layout compacto. Todo espaço entre os edifícios é paisagismo planejado.

Dongtan - ARUP
Dongtan - ARUP 2010 (estimativa da inauguração)

Masdar City - Norman Foster
Masdar City - Norman Foster 2006

Por que o vazio sumiu dos projetos utópicos? É que não deu certo no passado? Certamente os arquitetos não se deixariam desanimar pela realidade, acho difícil! Será que é porque cidades compactas hoje são consideradas mais ecológicas, mais fáceis de resolver em termos de mobilidade e transporte público? Talvez… com certeza as cidades utópicas contemporâneas são cidades ecológicas / sustentáveis.

Quem souber onde ficou o vazio na utopia de hoje, pode falar…


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image: voids of São Paulo