2008
Happy new year! Feliz Ano Novo!
And happy birthday for the blog Projetos Urbanos, 1 year.

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Com 2 anos de atraso está saindo o projeto de reforma da Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, prevendo a retirada da laje pentagonal, escola, floricultura, supermercado e bases da polícia militar e guarda civil.

A prefeitura publicou no site a seguinte diagnóstica: “Por abrigar desordenadamente diversos equipamentos públicos e privados, a praça é de difícil acesso para as pessoas e contribui para a poluição visual da região central da capital paulista.” Além de ser uma frase curiosa, misturando alguns problemas e (pré)conceitos, inverte-se causa e efeito. É por causa do dífícil acesso com muitos desniveis e o aspecto decadente da laje, devido a falta de manutenção pública, que o complexo é considerado desordenado e até inseguro e desagradável. Parece então injusto o supermercado e floricultura levarem a culpa pela bagunça.
A partir deste projeto de revitalização quero questionar dois aspectos problemáticos do urbanismo paulistano atual:
1. A tendência obsessiva - talvez herança da ditadura e do movimento modernista - de separar funções e o público do privado.
Hoje já temos conhecimento o suficiente da complexidade da metrópole contemporânea, e do desempenho social de espaços monofuncionais e -culturais versus espaços com mistura de funções comerciais, residenciais, públicas e de lazer, formando espaços híbridos. Não tem por que repitir os erros antigos. As críticas frequentemente direcionadas aos espaços semi-públicos, como da tematização ou disneyficação, tratam dos maus exemplos. O desafio para a Emurb e a inciativa privada está ali.
Realmente, a Praça Roosevelt merece um paisagismo diferente e principalmente bons acessos, más isso não implica necessáriamente a retirada dos equipamentos. O projeto prevê áreas cobertas apenas para algumas funções públicas como um telecentro, negando a integração de público e privado que há por exemplo no Largo do Arouche onde restaurantes, floriculturas, brinquedos e a base móvel da polícia regulam juntos o uso social, a segurança e manutenção da praça.
2. A revitalização urbana promovida por meio da remoção e demolição de construções recentes.
Não é uma tendência tipicamente paulistana, há muitos exemplos europeus e norte-americanos de bairros populares cujo estoque de área construída está sendo radicalmente diminuido pelas demolições. A grande esperança dessas mega-demolições é que junto com o entulho, os traficantes, prostitutas, vándalos e moradores de rua também sejam removidos, para surgirem de novo em outro lugar obviamente. Para bancar o custo da demolição e da nova infraestrutura, o novo empreendimento visa ocupação futura por uma população com maior poder aquisitivo.
A impotência da arquitetura como construção física sem base econômica-social, pode ser observada na própria Praça Roosevelt depois da remoção do supermercado e escola. Os prédios foram invadidos logo em seguida, luzes apagadas e em menos que um mês o lugar se tornou um obstáculo onde os moradores não querem mais passar de noite. Na calçada paralela, onde ficam os bares e teatros, a vida urbana continua, olhando para a mesma laje de “poluição visual” a 5 metros de distância.
Prefeitura de São Paulo, 14-09-2006
http://centrosp.prefeitura.sp.gov.br/projetos/roosevelt.php
O Globo, 23-02-2006
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/02/23/191952835.asp
Estado, 08-06-2007
http://txt.estado.com.br/editorias/2007/06/08/cid-1.93.3.20070608.5.1.xml
Folha de São Paulo, 08-12-2007
www.vivaocentro.org.br/noticias/clipping/081107_folhasp1.pdf
Competition entry by Patricia Akinaga, Andrea Campos and Merten Nefs, for the re-urbanization of the National Observatory campus and Museum of Astronomy in Rio de Janeiro, 2007.
3rd Prize.
The campus is located in São Cristóvão, a historically important area with emperial architecture, facing severe socio-economic problems. The re-urbanization of the campus to accomodate more visitors from the neigborhood, can contribute to the revitalization of the entire region. The project focuses on connection between existing elements, urban lighting and furniture design, the creation of new outside spaces for gathering, education and observation of the sky.


Competition entry by Merten Nefs for the urbanization of the Spier Estate, a vineyard in Stellenbosch, South Africa, 2006.
The program for the masterplan included housing, hotels, a cultural centre, leisure and sports facilities, public space and landscaping. The project proposes a high-density settlement, valorizing the riverbank ecology and the existing colonial architecture on the site.





image: voids of São Paulo